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Família e Sucessões

Pedir Pensão Alimentícia em Vila Velha-Es: Como Começar e Quais Documentos Juntar?

Pedir pensão alimentícia em Vila Velha-ES pode ser feito tanto de forma extrajudicial (em cartório) quanto judicial (com advogado). A pensão é um direito de quem não consegue se sustentar sozinho, normalmente filhos ou cônjuges. O processo começa com a reunião de documentos como comprovantes de renda e despesas, e a escolha da via mais rápida depende do acordo entre as partes. Este guia explica os passos principais e os cuidados para não perder direitos.

Por Dra. Vaneska Scarppati 9 min de leitura

Pedir pensão alimentícia em Vila Velha-ES pode ser feito tanto de forma extrajudicial (em cartório) quanto judicial (com advogado). A pensão é um direito de quem não consegue se sustentar sozinho, normalmente filhos ou cônjuges. O processo começa com a reunião de documentos como comprovantes de renda e despesas, e a escolha da via mais rápida depende do acordo entre as partes. explica os passos principais e os cuidados para não perder direitos.

O que a lei diz sobre pedir pensão alimentícia em Vila Velha-ES

A pensão alimentícia está prevista no Código Civil (artigos 1.694 a 1.710) e na Lei de Alimentos (Lei nº 5.478/68). Essas leis garantem que quem não tem condições de se sustentar pode pedir ajuda financeira a parentes próximos, como pais, cônjuges ou ex-cônjuges. Em Vila Velha, o processo segue as mesmas regras de todo o Brasil, mas o atendimento é feito pelo Fórum de Vila Velha ou pelo cartório extrajudicial da cidade.

Na prática, isso significa que o valor da pensão é calculado considerando dois fatores: a necessidade de quem recebe e a possibilidade de quem paga. Não existe um percentual fixo – o juiz ou as partes definem o valor com base nas despesas comprovadas (como alimentação, moradia, saúde e educação) e na renda do alimentante. Por exemplo, se um pai ganha R$ 3.000 por mês e o filho precisa de R$ 600 para despesas, esse pode ser um valor razoável, desde que o pai consiga pagar.

A Lei de Alimentos também prevê que o pedido pode ser feito de forma urgente, concedendo alimentos provisórios antes mesmo do julgamento final. Isso é comum quando a criança está sem sustento imediato. O advogado pode protocolar uma ação com pedido de tutela de urgência, e o juiz analisa rapidamente com base nos documentos apresentados.

Para mais detalhes, consulte a Lei de Alimentos (Lei nº 5.478/68) e o Código Civil.

Quando dá para resolver em cartório e quando precisa de juiz

Se as partes (quem paga e quem recebe) entram em acordo sobre o valor e a forma de pagamento, é possível resolver tudo no cartório extrajudicial de Vila Velha. Basta levar os documentos e lavrar uma escritura pública de alimentos. Esse documento tem força de título executivo, ou seja, se a pensão não for paga, pode ser cobrada judicialmente. O processo é rápido e não precisa de advogado, mas é recomendável ter orientação jurídica para garantir que o valor seja justo.

Já quando não há acordo – por exemplo, uma das partes não quer pagar ou discorda do valor – é necessário entrar com uma ação de alimentos na Justiça. O pedido é feito com a ajuda de um advogado (obrigatório) e tramita no Fórum de Vila Velha. Nesse caso, o juiz ouvirá ambas as partes e decidirá o valor e as condições.

A tabela abaixo compara as duas situações para ajudar você a entender qual caminho se aplica ao seu caso:

Comparativo: Cartório x Juiz

SituaçãoCartório (Extrajudicial)Juiz (Judicial)
É necessário acordo?Sim, ambas as partes concordamNão, uma das partes pode discordar
Advogado obrigatório?Não (mas recomendado)Sim
Tempo estimadoAlguns diasDe 1 a 6 meses (ou mais)
CustasTaxa de cartório (valor fixo municipal)Custas judiciais (podem ser menores se houver justiça gratuita)
Força legalTítulo executivo extrajudicialSentença judicial

Quais documentos a pessoa precisa juntar antes

Antes de iniciar o processo, reúna todos os documentos que comprovem sua identidade, a relação familiar e as condições financeiras. Essa organização acelera o andamento e evita idas e vindas. Abaixo está a lista básica:

ItemO que significa
Documentos pessoaisRG, CPF e comprovante de residência de quem pede a pensão (o alimentando) e de quem vai pagar (o alimentante).
Certidão de nascimento dos filhos(se a pensão for para crianças) ou certidão de casamento (se for para o cônjuge).
Comprovantes de rendacontracheques, declaração de Imposto de Renda, extratos bancários ou qualquer documento que mostre os ganhos de quem paga.
Comprovantes de despesascontas de água, luz, aluguel, mensalidade escolar, recibos de plano de saúde, etc. Eles ajudam a calcular a necessidade.
Documentos que comprovem a impossibilidade de sustentocomo atestados médicos, certidão de desemprego ou declaração de que o alimentando não tem renda.
Procuração e documentos do advogado(caso opte pela via judicial).

O que costuma demorar e quais cuidados evitam perda de direito

O tempo para conseguir a pensão varia muito. No cartório, em geral, o procedimento leva de alguns dias a uma semana. Já na via judicial, a demora pode ser de 1 a 6 meses para a primeira decisão (alimentos provisórios), e o processo completo pode levar mais de um ano, dependendo da complexidade e da agenda do Fórum de Vila Velha.

Um cuidado importante é não deixar passar muito tempo sem pedir a pensão. Embora o direito à pensão em si não prescreva (você sempre pode pedir), as parcelas vencidas antes do pedido podem prescrever em 2 anos, de acordo com o Código Civil. Ou seja, se você esperar mais de dois anos para pedir, as parcelas anteriores a esse período podem não ser cobradas.

Outro cuidado: se o devedor da pensão é servidor público ou recebe benefício do INSS, é possível pedir o desconto direto em folha de pagamento. O site do INSS tem um serviço chamado Cadastrar, Alterar ou Excluir Pensão Alimentícia para esse fim. Lembre-se de que o desconto só pode ser feito se houver uma decisão judicial ou escritura pública. Veja mais em: Cadastrar Pensão Alimentícia no INSS.

Na prática, para não perder direitos, reúna os documentos o quanto antes e procure orientação jurídica. Se a outra parte já está atrasando pagamentos, anote cada atraso – isso pode ser usado na Justiça para pedir a prisão civil do devedor em caso de inadimplência injustificada.

  1. Reúna todos os documentos: Separe RG, CPF, certidões, comprovantes de renda e despesas.
  2. Tente um acordo extrajudicial: Se possível, vá ao cartório com a outra parte para lavrar escritura pública.
  3. Procure um advogado: Se não houver acordo, contrate profissional especializado em direito de família.
  4. Entre com a ação judicial: O advogado protocola a petição no Fórum de Vila Velha.
  5. Acompanhe o andamento: Mantenha contato com o advogado e atualize documentos se necessário.

Erros comuns relacionados ao tema

  • Pedir pensão sem documentos completos: Muitos iniciaram o processo sem comprovantes de renda e despesas, atrasando a análise. Junte tudo antes.
  • Achar que só o pai paga: Ambos os pais têm obrigação de sustentar os filhos, proporcionalmente à renda.
  • Não atualizar o valor da pensão: Com o tempo, as necessidades podem mudar. É possível pedir revisão na Justiça.

Perguntas frequentes

Preciso de advogado para pedir pensão no cartório?

Não é obrigatório, mas é recomendável ter um advogado para revisar o acordo e garantir que ele seja justo. Se o caso for judicial, um advogado é obrigatório.

Qual o valor da pensão?

Não existe valor fixo. O juiz ou as partes definem entre 15% e 30% da renda do alimentante, dependendo da necessidade de quem recebe e da possibilidade de quem paga.

A pensão pode ser descontada diretamente do salário?

Sim, se houver decisão judicial ou escritura pública. O desconto em folha é comum para servidores públicos e beneficiários do INSS.

Quanto tempo leva para sair a pensão na Justiça?

Os alimentos provisórios podem sair em 15 a 30 dias. A decisão final pode levar de 3 a 6 meses, dependendo da complexidade.

E se a outra pessoa não pagar?

É possível cobrar judicialmente. A inadimplência pode levar à prisão civil do devedor por até 3 meses, se não houver justificativa.

VS

Dra. Vaneska Scarppati

Sócia-fundadora — Scarppati & Barboza Advocacia

Atuação estratégica em Direito Trabalhista, Previdenciário e Cível, com foco em resultado prático para a pessoa que vive a situação.

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