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Família e Sucessões

Como Pedir Pensão Alimentícia em Vitória-Es: O que Você Precisa Saber?

Se você mora em Vitória-ES e precisa pedir pensão alimentícia, saiba que existem dois caminhos: o extrajudicial, em cartório, e o judicial. Qual escolher depende de haver acordo prévio ou não, e da urgência. Este conteúdo explica os passos, documentos e prazos para cada caso, sempre com linguagem clara e exemplos práticos.

Por Dra. Vaneska Scarppati 8 min de leitura

Se você mora em Vitória-ES e precisa pedir pensão alimentícia, saiba que existem dois caminhos: o extrajudicial, em cartório, e o judicial. Qual escolher depende de haver acordo prévio ou não, e da urgência. Este conteúdo explica os passos, documentos e prazos para cada caso, sempre com linguagem clara e exemplos práticos.

O que a lei diz sobre pedir pensão alimentícia em Vitória-ES

A pensão alimentícia está prevista nos artigos 1.694 a 1.710 do Código Civil. A lei diz que parentes, cônjuges ou companheiros podem pedir alimentos uns aos outros quando não têm condições de se sustentar sozinhos. No caso dos filhos, o dever de pagar pensão é dos pais até que eles completem 18 anos, ou até 24 se estiverem cursando faculdade.

Em Vitória-ES, os pedidos de pensão alimentícia são tratados nas varas de família do Fórum de Vitória. A cidade conta com varas especializadas, o que agiliza o andamento. Na prática, isso significa que o juiz vai analisar os documentos e decidir o valor com base em dois critérios: a necessidade de quem pede e a possibilidade de quem paga.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu que a pensão pode ser descontada diretamente do salário ou benefício previdenciário do devedor, por meio de requisição judicial. Isso garante o recebimento mesmo se o pagador atrasar. Você pode saber mais sobre como funciona o desconto em folha no site do governo federal: Solicitar Pensão Alimentícia - gov.br.

Quando dá para resolver em cartório e quando precisa de juiz

A pensão alimentícia pode ser definida de duas formas: por acordo em cartório (extrajudicial) ou por decisão judicial. A escolha depende de fatores como a existência de consenso entre as partes e a presença de crianças ou adolescentes.

O caminho extrajudicial é mais rápido e barato. Se ambos concordarem com o valor e a forma de pagamento, e não houver filhos menores ou incapazes, é possível lavrar uma escritura pública de pensão alimentícia em qualquer cartório de notas de Vitória ou Serra. Esse documento tem força de título executivo, ou seja, se houver atraso, já serve para cobrar na Justiça sem precisar de novo processo.

Já o caminho judicial é obrigatório quando não há acordo, quando uma das partes é menor de idade ou incapaz, ou quando a pensão precisa ser determinada por um juiz. Nesse caso, é necessário contratar um advogado e protocolar uma ação de alimentos no Fórum de Vitória. O juiz analisará as provas e fixará o valor. Veja a comparação:

Comparação entre extrajudicial e judicial

Quais documentos a pessoa precisa juntar antes

Para pedir pensão alimentícia em Vitória-ES, você precisa separar uma série de documentos que comprovem sua identidade, seu relacionamento com a outra parte, e sua situação financeira. Quanto mais completo o dossiê, mais rápido o juiz entende o caso.

No cartório, os documentos são os mesmos: RG, CPF, certidão de nascimento dos filhos (se for o caso), comprovante de renda de quem pede e de quem paga, e a declaração de gastos mensais. Na Justiça, além desses, será preciso apresentar uma procuração para o advogado e peticionar eletronicamente pelo sistema PJe do TJES.

Na prática, isso significa que você deve reunir todos os papéis antes de procurar um advogado ou ir ao cartório. Isso evita atrasos. Confira a lista completa abaixo e vá riscando conforme juntar cada um.

  • Documento de identidade (RG ou CNH) e CPF de quem pede.
  • Certidão de nascimento dos filhos (se houver) – emitida pelo cartório de registro civil.
  • Comprovante de residência recente (conta de luz, água ou telefone) em Vitória ou região metropolitana.
  • Comprovante de renda de quem paga a pensão (holerite, declaração de Imposto de Renda, extratos bancários).
  • Declaração de despesas de quem pede (aluguel, escola, plano de saúde, alimentação).
  • Se for ação judicial, procuração com poderes específicos para o advogado.

O que costuma demorar e quais cuidados evitam perda de direito

O prazo para conseguir a pensão alimentícia pode variar. Pelo caminho extrajudicial, a escritura fica pronta no mesmo dia, se todos os documentos estiverem em ordem. Já na via judicial, o processo pode levar de um a três meses para uma decisão liminar (provisória), e de seis a dezoito meses para a sentença final. Isso porque depende da agenda do juiz, da complexidade do caso e do cumprimento de prazos pelas partes.

Um cuidado essencial é nunca deixar de pedir a pensão assim que a necessidade surgir. Se você demorar, pode perder o direito aos valores anteriores (efeitos retroativos). A lei diz que a pensão só é devida a partir da data em que o pedido é formalizado (citação do devedor). Portanto, quanto antes iniciar, melhor.

Outro ponto importante: se o pagador atrasar, você pode pedir a prisão civil (de até 90 dias) ou a execução dos bens. Por isso, mantenha um registro de pagamentos e comunique imediatamente o advogado sobre qualquer atraso. O site do INSS também permite cadastrar a pensão para desconto direto no benefício, o que evita atrasos: Cadastrar, Alterar ou Excluir Pensão Alimentícia - gov.br.

Erros comuns relacionados ao tema

ItemO que significa
Achar que pensão é automáticaMuitas pessoas pensam que a pensão é definida assim que a separação acontece. Na verdade, é preciso pedir formalmente. Sem pedido, não há valor a receber.
Não juntar provas de despesasPara pedir um valor maior, é essencial comprovar gastos com escola, saúde, alimentação, etc. Sem provas, o juiz pode fixar um valor baixo.
Demorar para pedir a pensãoQuanto mais tempo passa, mais você perde valores retroativos. O ideal é pedir assim que a necessidade surgir, mesmo que o processo demore.
Não comunicar mudança de endereçoSe você mudar de casa e não avisar o juiz ou o advogado, a citação pode ser inválida e o processo atrasar.

Perguntas frequentes

Qual o valor mínimo da pensão alimentícia?

Não existe valor mínimo fixado em lei. O juiz define com base na proporção entre a necessidade de quem recebe e a possibilidade de quem paga. Na prática, isso significa que valores comuns giram em torno de 20% a 30% dos rendimentos do pagador, mas pode ser mais ou menos dependendo do caso.

Preciso contratar um advogado para pedir pensão?

Sim, para a via judicial é obrigatório ter um advogado, pois a petição precisa ser feita por profissional habilitado. Já no cartório, a escritura pode ser feita diretamente, mas é recomendável que cada parte tenha seu próprio advogado para garantir que o acordo seja justo.

A pensão pode ser revisada depois?

Sim, pode. Se houver mudança na situação financeira de quem paga ou de quem recebe, é possível pedir a revisão (aumento, redução ou exoneração) por meio de uma nova ação judicial. O juiz analisará as novas provas.

Quanto tempo demora para começar a receber?

Em geral, uma liminar (decisão provisória) pode sair em até 15 dias após a ação ser protocolada, desde que os documentos estejam completos. O valor é pago a partir da citação do devedor. Por isso, quanto antes você entrar com o pedido, melhor.

O que fazer se o pai/mãe não pagar?

Você pode executar a dívida na Justiça, pedindo o desconto em folha, a penhora de bens ou até a prisão civil. O pedido de prisão exige que o atraso seja de três meses consecutivos e que a pensão seja atual. Converse com seu advogado para escolher a melhor medida.

VS

Dra. Vaneska Scarppati

Sócia-fundadora — Scarppati & Barboza Advocacia

Atuação estratégica em Direito Trabalhista, Previdenciário e Cível, com foco em resultado prático para a pessoa que vive a situação.

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