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Cível e Consumidor

Execução de Dívida Empresarial: O que Você Precisa Saber Antes de Decidir?

Se sua empresa recebeu uma notificação de execução de dívida, o primeiro passo é manter a calma. A execução de dívida empresarial é um processo judicial pelo qual o credor cobra o que você deve, podendo penhorar bens, bloquear contas ou exigir o pagamento de outras formas. Mas você não está sem saída: é possível negociar, parcelar ou até contestar a dívida. Este texto mostra o que muda na prática, como decidir com segurança e quais erros evitar.

Por Dra. Ana Paula Barboza 6 min de leitura

Se sua empresa recebeu uma notificação de execução de dívida, o primeiro passo é manter a calma. A execução de dívida empresarial é um processo judicial pelo qual o credor cobra o que você deve, podendo penhorar bens, bloquear contas ou exigir o pagamento de outras formas. Mas você não está sem saída: é possível negociar, parcelar ou até contestar a dívida. Este texto mostra o que muda na prática, como decidir com segurança e quais erros evitar.

O que muda na prática quando se trata de execução de dívida empresarial

Na execução de dívida empresarial, o credor já tem um título executivo (como um contrato assinado ou uma sentença). Isso permite que ele peça ao juiz medidas como penhora de bens, bloqueio de contas bancárias ou até a indisponibilidade de veículos e imóveis.

Na prática, significa que você pode perder o controle sobre esses ativos se não agir rápido. O processo segue a Lei de Execução Fiscal (Lei nº 6.830/80) para dívidas tributárias ou o Código de Processo Civil para outras dívidas. Cada uma tem regras específicas.

Uma mudança importante é que, durante a execução, você ainda pode negociar. Por exemplo, a PGFN oferece parcelamento de débitos inscritos em dívida ativa para empresas em recuperação judicial. Isso mostra que há espaço para acordo mesmo durante o processo.

Outro ponto: a execução pode ser suspensa se você apresentar garantias (como um imóvel) ou se entrar com embargos (defesa). Mas os prazos são curtos, geralmente de 15 a 30 dias. Por isso, não ignore a citação.

Aqui na Serra-ES, os processos tramitam nas Varas Cíveis ou Fazendárias. Se você recebeu uma carta de citação, procure um advogado imediatamente. Cada dia perdido reduz suas opções.

Comparação entre opções na execução

A tabela abaixo mostra as principais opções disponíveis para quem enfrenta uma execução de dívida empresarial.

Critérios para decidir sobre execução de dívida empresarial com segurança

Decidir como agir na execução de dívida empresarial depende de alguns fatores. Primeiro, analise a origem da dívida: é tributária, bancária ou comercial? Dívidas tributárias têm regras mais rígidas (Lei de Execução Fiscal).

Segundo, verifique o valor envolvido. Se for pequeno, pode valer mais pagar ou parcelar. Se for grande, vale a pena contestar se houver irregularidades. Consulte a documentação original: contratos, notas fiscais, comprovantes.

Terceiro, avalie a situação financeira da empresa. Tem caixa? Consegue um empréstimo? Se a execução for de valor alto e você não tiver como pagar, o ideal é negociar um parcelamento ou apresentar garantias para suspender a execução.

Quarto, considere o tempo. O prazo para apresentar embargos é de 15 dias (CPC) ou 30 dias (Lei de Execução Fiscal). Não deixe passar. Se a dívida for prescritível (ex: 5 anos para dívidas civis), verifique se já houve prescrição.

Por fim, busque orientação jurídica. Um advogado pode analisar o título, verificar se houve cobrança indevida e sugerir a melhor rota. Lembre-se: cada caso é único.

  • Recebeu a citação? Leia atentamente.
  • Identifique o tipo de dívida.
  • Reúna documentos (contrato, extratos, etc.).
  • Calcule o prazo para defesa.
  • Avalie sua capacidade de pagamento.
  • Consulte um advogado.

Riscos e erros comuns em execução de dívida empresarial

Um dos maiores erros é ignorar a citação. Muitos empresários acham que a execução vai sumir, mas isso só piora. Se você não se defender, o juiz pode determinar a penhora de bens sem sua participação.

Outro erro frequente é não verificar a prescrição. Dívidas civis prescrevem em 5 anos, tributárias em 5 anos (após a constituição). Se o credor demorou muito para cobrar, você pode alegar prescrição e extinguir a dívida. A jurisprudência vinculante da Receita Federal trata de temas como prescrição tributária.

Também é comum tentar esconder bens. Isso pode configurar fraude à execução e trazer consequências criminais. O correto é negociar ou contestar dentro da lei.

Erro ainda: contratar um despachante ou não advogado para representar a empresa. A execução exige defesa técnica; apenas advogado pode atuar em juízo. Um profissional inadequado pode perder prazos.

Riscos: além da penhora, a empresa pode ficar com restrição de crédito e dificuldade para contratar com o poder público. Em dívidas fiscais, a inscrição em dívida ativa impede certidões negativas.

Próximos passos práticos para resolver execução de dívida empresarial

Se você recebeu uma execução de dívida empresarial, o tempo é curto. Siga esses passos para não perder o controle.

Cada passo tem seu peso. O mais importante é não deixar o prazo de defesa passar. Se a dívida for legítima e você tiver condições, negociar é a via mais rápida.

  1. Leia a citação: Verifique o prazo e o valor. Anote o número do processo e o juízo.
  2. Reúna documentos: Contratos, extratos, comprovantes de pagamento e qualquer prova relacionada à dívida.
  3. Consulte um advogado: A análise jurídica urgente é fundamental. Ele verificará a legalidade da cobrança.
  4. Avalie as opções: Pagar, parcelar ou contestar. Considere os prós e contras de cada uma.
  5. Apresente defesa ou acordo: Dentro do prazo legal, seu advogado pode protocolar embargos ou negociar com o credor.
  6. Acompanhe o processo: Mantenha-se informado sobre os andamentos para não perder novas oportunidades.

Erros comuns relacionados ao tema

ItemO que significa
Ignorar a citaçãoMuitos empresários acham que a execução vai sumir, mas isso só piora. Se você não se defender, o juiz pode determinar a penhora de bens sem sua participação.
Não verificar a prescriçãoDívidas civis prescrevem em 5 anos, tributárias em 5 anos (após a constituição). Se o credor demorou muito para cobrar, você pode alegar prescrição e extinguir a dívida.
Esconder bensTentar esconder bens pode configurar fraude à execução e trazer consequências criminais. O correto é negociar ou contestar dentro da lei.
Contratar profissional não habilitadoA execução exige defesa técnica; apenas advogado pode atuar em juízo. Um profissional inadequado pode perder prazos.

O escritório atende empresários de Serra, Vitória, Vila Velha e Cariacica que enfrentam execução de dívida empresarial e precisam avaliar defesa ou negociação.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise individual do caso por um(a) advogado(a).

AP

Dra. Ana Paula Barboza

Sócia-fundadora — Scarppati & Barboza Advocacia

Atuação em Direito de Família, Cível e Consumidor — conduz cada processo com sensibilidade e estratégia.

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