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Previdenciário

Os 5 Erros que Fazem o INSS Negar Seu Pedido (Mesmo Quando Você Tem Direito)

Pedir um benefício ao INSS pode ser frustrante quando a resposta é 'não', principalmente se você tem direito. Muitas vezes, a negativa acontece por erros simples no pedido, que podem ser corrigidos. Conheça os cinco erros mais comuns que levam à recusa e saiba como evitar cada um deles.

Por Dra. Vaneska Scarppati 9 min de leitura

Pedir um benefício ao INSS pode ser frustrante quando a resposta é 'não', principalmente se você tem direito. Muitas vezes, a negativa acontece por erros simples no pedido, que podem ser corrigidos. Conheça os cinco erros mais comuns que levam à recusa e saiba como evitar cada um deles.

Quem tem direito a os cinco erros que fazem o INSS negar hoje, segundo a Lei 8.213/91

A Lei 8.213/91 é a principal norma que define quem pode receber benefícios do INSS: aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, salário-maternidade, entre outros. Para ter direito, é preciso cumprir três requisitos básicos: carência (número mínimo de contribuições mensais), tempo de contribuição e qualidade de segurado (estar contribuindo ou no período de graça).

Mesmo cumprindo tudo, o INSS pode negar o pedido por erros na hora de solicitar. Conheça os cinco erros mais frequentes:

1. Documentação incompleta ou com dados divergentes. Falta de RG, CPF, carteira de trabalho, carnês de contribuição ou comprovantes de vínculo. Dados pessoais com grafia diferente também barram o pedido.

2. Carência insuficiente. A carência é o número mínimo de contribuições mensais exigidas para cada benefício. Por exemplo, a aposentadoria por idade exige 180 contribuições (15 anos). Se você tiver 179, o pedido é negado.

3. Período de contribuição mal contado. Erros na data de início ou fim do trabalho, vínculos não registrados no CNIS, ou contribuições em atraso sem comprovação correta.

4. Perda da qualidade de segurado. Se você ficou sem contribuir por mais de 12 meses (ou mais, dependendo do caso), perde o direito até voltar a contribuir. Pedir o benefício fora desse período de graça resulta em negativa.

5. Pedido do benefício errado. Por exemplo, solicitar auxílio-doença quando o correto seria aposentadoria por invalidez, ou pedir aposentadoria por idade sem ter a carência necessária para essa modalidade.

Quais documentos e tempo de contribuição costumam ser exigidos

Cada benefício exige documentos específicos, mas alguns são comuns a todos: RG, CPF, carteira de trabalho e carnês de contribuição. Para aposentadoria, é necessário comprovar tempo de serviço ou contribuição. O Meu INSS permite consultar o CNIS (extrato previdenciário) para verificar se todos os períodos estão registrados.

O tempo de contribuição varia conforme a modalidade. Veja na tabela abaixo os principais tipos de aposentadoria e os requisitos de tempo:

Tabela: Tempo de contribuição por modalidade de aposentadoria

ModalidadeIdade mínimaTempo de contribuiçãoCarência
Aposentadoria por idade65 (homem) / 62 (mulher)15 anos180 contribuições
Aposentadoria por tempo de contribuiçãoNão exige idade mínima (regra antiga)35 anos (homem) / 30 anos (mulher)180 contribuições
Aposentadoria especialNão exige idade25, 20 ou 15 anos, conforme atividade180 contribuições
Aposentadoria da pessoa com deficiênciaVariávelReduzido conforme grau180 contribuições

Como funciona o pedido pelo Meu INSS (passo a passo)

O pedido de benefício pode ser feito sem sair de casa pelo Meu INSS. Você precisa criar um conta no site ou no aplicativo. Depois, siga estes passos:

Passo 1: Faça login no Meu INSS com seu CPF e senha. Se não tiver conta, crie uma seguindo as instruções.

Passo 2: No menu, clique em “Pedir Benefício por Incapacidade” ou “Aposentadoria”, dependendo do seu caso.

Passo 3: Preencha todos os dados solicitados: informações pessoais, vínculos de trabalho, contribuições. Tenha em mãos seus documentos.

Passo 4: Anexe os documentos digitalizados: RG, CPF, carteira de trabalho, carnês, laudos médicos (se for auxílio-doença), etc.

Passo 5: Revise tudo antes de enviar. Um erro de digitação pode atrasar ou negar o pedido.

Passo 6: Após enviar, acompanhe o andamento pelo próprio Meu INSS. O prazo médio de análise é de 45 dias, mas pode variar.

  1. Criar conta no Meu INSS: Acesse o site ou aplicativo e faça o cadastro com CPF e senha.
  2. Escolher o benefício: No menu, selecione a opção correspondente ao seu pedido.
  3. Preencher dados: Informe seus dados pessoais, contribuições e vínculos trabalhistas.
  4. Anexar documentos: Digitalize e envie RG, CPF, carteira de trabalho, carnês, laudos médicos, etc.
  5. Revisar e enviar: Confira todas as informações e clique em enviar.
  6. Acompanhar o pedido: Acompanhe pelo Meu INSS e consulte o resultado.

Se o INSS negar — recurso administrativo e quando vale ação judicial

Se o INSS negar seu pedido, você pode apresentar um recurso administrativo. O prazo é de 30 dias para a maioria dos benefícios (para alguns, como revisão de aposentadoria, o prazo é de 300 dias). O recurso é analisado pela Junta de Recursos da Previdência Social (JRPS).

Você mesmo pode fazer o recurso pelo Meu INSS, sem precisar de advogado. Basta acessar “Recurso” e anexar os documentos que justifiquem seu direito. O INSS tem até 60 dias para responder. Se o recurso for negado, ainda cabe recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS).

Se todas as instâncias administrativas negarem, ou se houver urgência (como no caso de auxílio-doença com grave doença), você pode entrar com uma ação judicial. Nessa etapa, é recomendável ter um advogado. O processo pode ser na Justiça Federal ou no Juizado Especial Federal (para causas de até 60 salários mínimos).

A ação judicial não é o primeiro passo. Antes, tente resolver pela via administrativa. Mas, se você já recorreu e ainda assim o INSS manteve a negativa, ou se o prazo está se esgotando, procurar um advogado é o caminho.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise individual do caso por um(a) advogado(a).

Erros comuns relacionados ao tema

ItemO que significa
Documentação incompleta ou incorretaFalta de documentos básicos ou dados pessoais divergentes. Exemplo: nome com erro de grafia no CNIS. Para evitar, confira todos os documentos antes de enviar e corrija divergências no Meu INSS.
Carência insuficienteNúmero de contribuições menor que o exigido. Exemplo: pedir aposentadoria por idade com 150 contribuições em vez de 180. Verifique seu extrato previdenciário e, se faltar, considere contribuir como facultativo.
Período de contribuição mal contadoErros na data de início/fim de vínculos ou contribuições não registradas. Exemplo: um emprego de 2 anos não aparece no CNIS. Reúna documentos que comprovem o vínculo (carteira, holerites) e solicite a inclusão.
Perda da qualidade de seguradoFicar mais de 12 meses sem contribuir (ou o período de graça) e pedir benefício após esse prazo. Para evitar, mantenha as contribuições em dia ou, se parar, fique atento ao período de graça.
Pedido do benefício erradoSolicitar um benefício que não se encaixa na sua situação. Exemplo: pedir auxílio-doença quando tem direito à aposentadoria por invalidez. Consulte um especialista ou estude os requisitos antes de pedir.

Perguntas frequentes

O que fazer se meu pedido foi negado por falta de documento?

Reúna o documento faltante e entre com um recurso pelo Meu INSS dentro de 30 dias. Explique o motivo e anexe a documentação correta.

Posso pedir revisão da carência se faltar poucos meses?

Sim, você pode complementar as contribuições como segurado facultativo. Consulte o INSS para saber como fazer.

Preciso de advogado para recorrer?

Não. O recurso administrativo pode ser feito por você mesmo. Apenas em caso de ação judicial é recomendável contratar um advogado.

VS

Dra. Vaneska Scarppati

Sócia-fundadora — Scarppati & Barboza Advocacia

Atuação estratégica em Direito Trabalhista, Previdenciário e Cível, com foco em resultado prático para a pessoa que vive a situação.

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